quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Cedo

Percebi cedo que é muito mais fácil quando não se quer.

Cedo demais. E cedo demais também.

Por não querer, cedo passei a ceder ao querer que não era meu.

Porque era mais fácil. Foi isso que percebi cedo demais.

Cedo demais quer dizer antes de poder perceber que o que é mais fácil cedo, pode não ser mais fácil mais tarde.

Cedo demais quer dizer que não oponho resistência às vontades por não encontrar outra vontade para lhes opor.

Mais cedo ou mais tarde acabamos por ceder.

E eu que percebi, cedo demais, que era mais fácil não querer, percebi, tarde demais, que cedi demais.


Percebi, tarde demais também, que não era nada fácil não querer.

Embora em princípio, cedo portanto, parecesse que o mais fácil era não querer, percebi enfim, sem querer, que o não querer era difícil.

Se primeiro, e bem cedo, percebi ser muito mais fácil não querer, depois, muito depois, concedi que é muito difícil não querer.

Porque o que eu percebi já muito tarde foi que em todas as coisas há um antes e um depois e um antes e um depois antes e depois de cada antes e depois e assim sucessivamente.

E o que eu achei mais fácil tinha a ver com o depois porque ao não querer eu não tinha que me haver com as consequências de querer.

E ao querer, como percebi mais tarde - tarde demais - não cedo à vontade de não querer e fico, sem querer, indiferente ao fácil e ao difícil.


Percebi, concedo que nem tarde nem cedo, que antes cedia com facilidade e por causa disso era tudo demasiado difícil.

Parecia - e não posso dizer que perceba o que apenas parece - sempre demasiado cedo para dizer que bastava e sempre demasiado tarde para recomeçar.


Agora, enquanto não descubro coisas novas que possam, sem que eu o queira, alterar este desequilíbrio estável, agrada-me acreditar que não é cedo nem é tarde para tentar não ceder a esta vontade, que cedo percebi, de não querer por parecer mais fácil.
É uma questão de crer. Bom... mas isso de crer é outra história.






terça-feira, 18 de setembro de 2007

O PEQUENO PEIXE



Era uma vez, um lindo aquário, enorme, onde havia muitos peixes de vários tipos e tamanhos. Na parte de cima do aquário estavam os peixes maiores, pois a comida, quando caía na água, era para eles que vinha primeiro. Então os peixes de cima estavam sempre satisfeitos, nunca faltava comida.

Na parte intermediária, estavam os peixes de porte médio, havia para eles muita comida ainda, era o que os grandes peixes da parte de cima não comiam, mas não tinha tanta comida assim para que pudessem ficar grandes.

Na parte de baixo estavam os pequeninos peixes, a comida que eles tinham para comer mal dava para deixá-los vivos, pois o pouco de comida que vinha a eles era a sobra dos de cima. No meio desse ambiente nasceu um pequenino peixe, ele não se conformava com aquela situação, e começou a andar (nadar) pelo aquário, foi quando encontrou um

pequeno buraco, ficou pensando onde aquele buraco iria levá-lo, pois tinha uma grande esperança de mudar aquele quadro onde nasceu. O pequenino peixe então resolveu passar pelo buraco e ver onde ia parar. Encontrou um fio de água que o levava para um ralo, do ralo caiu em encanamento, e foi parar em um rio. Observou aquele lugar e viu que era maravilhoso, não faltava comida, tinha espaço suficiente para nadar e ir onde quisesse. Mas o pequenino peixe pensou em seus amigos do aquário e resolveu voltar para dizer a respeito do lugar maravilho que encontrou. Indo de volta pelo caminho, chegou ao aquário e começou a falar com todos o lugar maravilhoso que havia encontrado, todos os peixes começaram a ficar curiosos e questionaram o que deveriam fazer para chegar a esse local. Foi quando o peixinho falou:

- Os peixes grandes da parte de cima, deverão mudar de lugar, terão que vir para a parte de baixo, para perder peso e assim poder passar pelo pequeno buraco.

- Os peixes da região intermediária, deverão se alimentar menos, para que perder um pouco de peso também.

- E os peixes de baixo, deverão se alimentar um pouco mais para obter forças para seguir viagem. A confusão dentro do aquário começou, muita discussão,

muita discórdia, e começaram a se revoltar contra o pequeno peixe. Depois de muita briga, de pontos de vista diferentes, os peixes tomaram uma decisão, resolveram matar o peixinho que havia causado tanto transtorno àquele lugar.



Moral da história: Quando surgir uma nova oportunidade de crescimento em nossa vida, não devemos considerá-la como uma ameaça. Não "mate" as portas que se abrem à sua frente.

Autor Desconhecido

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Assim é a vida !!!


O que passou, passou.
O que não passou, vai passar.
Assim é a vida...

O que virá,
depende basicamente
do que você esta disposto a passar
e sua intenção, ação e direção para tal.
O que se deve permitir ?
O que se deve reprimir ?
Do que se deve desistir ?
Em que se deve persistir ?
O que você se dispõe a passar ?
Qual deve ser o parâmetro disso tudo ?

ATENÇÃO !!!
Isso mesmo, atenção !!!
Sabe por quê ?
Chega um dia que nos cansamos da cegueira ao caminhar,
da ação pela ilusão,
do impulso movido pela "audácia
da ignorância" e do pagar pra ver os próprios blefes.

A vida é para ser vivida...
intensamente
verdadeiramente
Viver a_tenta_mente !!!
Tudo está a nossa volta.
Tudo esta a nossa frente.
Muito depende da gente.
O que passou deve nos impulsionar.
O que ainda vai passar tem de nos motivar.

A vida não é pra olhar... é pra pegar e usar.
E olha que ela é"Mão-Única", não tem devolução e nem reciclagem, pelo menos com o atual casco.

A vida passa...

Se pudéssemos ter consciência de quanto nossa vida é passageira, talvez pensássemos duas vezes antes de jogar fora as oportunidades de felicidade. Para nós e para os outros. No jardim, algumas flores são colhidas cedo demais. Algumas mesmo em botões. Há sementes que nunca brotam, assim como há flores que vivem a vida inteira até que, pétala por pétala, tranqüilas, vividas, se entregam ao vento.

Muitos de nós, cegos pela pressa, pela busca de duvidosos status e pelos tantos “compromissos” não sabem adivinhar a duração da beleza de todas as flores que foram plantadas em nosso redor. E cuidamos mal. Descuidamos de nós e dos outros. Vivemos tristes e preocupados com coisas pequenas. Nos afligimos demais com horários e perdemos tempo, jogamos fora horas e minutos preciosos. Perdemos dia, às vezes anos, quando não a vida toda.

Na maioria das vezes, calamos quando deveríamos falar; falamos demais quando é hora de contemplar o silêncio. Deixamos de dar o beijo, o abraço ou o aperto de mão que tanto nossa alma pede, porque algum orgulho bobo ou um preconceito inócuo impede essa aproximação. Não confessamos amar uma pessoa do mesmo sexo porque “pode pegar mal”. Não declaramos nosso afeto porque imaginamos que o outro conhece nossos sentimentos.

Assim corre o tempo, passa a vida e nós continuamos os mesmos, fechados em nós, circunspectos, arrogantes, embrutecidos. Reclamamos aquilo que nos falta e deixamos de reconhecer e agradecer tudo o que possuímos, sempre achando que temos de menos. De outro lado, compramos, gastamos, consumimos e esbanjamos, sempre comparando nossa vida com a daqueles que julgamos serem mais felizes que nós. E se nos comparássemos com aqueles que têm menos?

Nesses pensamentos pequenos a vida passa. O tempo passa. Passamos pela vida em geral esquecidos de viver. Apenas sobrevivemos. E justamente porque não sabemos fazer coisa melhor... Não aprendemos a tirar da vida o que ela tem de melhor. Um dia, inesperadamente, acordamos, olhamos para trás e constatamos a inutilidade de tudo quanto se fez nesta vida. E perguntamos: E agora? Pode ser tarde demais. Hoje ainda se pode, quem sabe, reconstruir alguma coisa, dar um abraço, perdoar, pedir perdão, agradecer, dizer “eu te amo”.

O ser humano nunca é velho ou jovem demais para amar e ser amado, e assim encontrar um sentido para sua existência. O coração do afeto não tem idade. Não vamos perder tempo olhando para trás. Vamos viver hoje, curtindo o presente com olhos fitos no amanhã. Ainda há tempo de apreciar as flores, colocar os pés no riacho, assistir um pôr-do-sol. Há tempo para nos voltarmos para Deus e para os outros. A vida, ainda que passageira, está em nós. É preciso viver bem pois, só se vive uma vez.

Pior que perder a vida diante da morte é desaproveitá-la no decorrer da existência.

Antônio Mesquita Galvão

Publicado no Recanto das Letras

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Não quero mais...

Não quero mais correr
Não quero mais temer
Não quero mais não ver
Não quero mais morrer

Suas Leis e seus fracassos
Noites longas e dias errados
Violência e mais amassos
Nas telas os vicios
Nos beijos mormasso

Não quero mais votar
Escolher, errar e voltar
Noites inteiras de galinhar
Pão e circo pra nos controlar

Cansei de ouvir de sexo
Fazer é o suficiente
Se quer vender seu pão
Diga e faça algo mais decente

Dinheiro que compra tudo
É só mais um simbolo deste mundo
De humanos mais corruptos
Do Planalto ao nosso mundinho noturno

Não quero mais seguir
Em frente ou em qualquer direção
Não quero mais dirigir
Se o seguro rouba até meu coração

Não quero mais o show
De funk ou pagodão
Não dá pra acreditar
Que as enchentes de Sampa tem solução

Parece diferente,
Mas é tudo farinha do mesmo pão

A mentira por sexo
A promessa de ilusão
A desculpa de um futuro
Em dias de eleição

O circo das baladas
Bem dito pela campineira
É o vicio de toda vida
É o circo de vida inteira

Não quero mais submeter
Se o PCC invade
É meu dia de morrer
Se a blitz me pega
É meu dia de morrer
Se a rosa me nega
É meu dia de aprender
O Lula não sabe
Mas eu quero saber

Chega de circo e pão pra distrair
A juventude tem que conhecer
Mas é tudo farinha do mesmo saco
Eu, eles e vocês

Já avisou a campineira
É tudo um circo
E qualquer sóbrio pode ver
Mas ninguem quer escolher
Tudo farinha do mesmo pão
Que diferença vai fazer?
Ow ow ow ow
Se agente olhar, talvez possa ver
Ow ow ow ow
Se agente lutar, talvez possa vencer
Ow ow ow ow
Qual diferença vamos fazer?

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Não adianta

Não adianta pedir que eu não dou
Não adianta querer que eu não vou

Não adianta, não adianta, não adianta
Não adianta me seduzir

Não adianta dizer a direção
Não adianta levantar a mão

Não adianta, não adianta, não adianta
Não adianta a manipulação

Sem essa de vir com essa cara de mau
Sem essa de olhar com essa cara de pau
Sua boca mexe mas não diz nada
Seus lábios beijam sem sabor

Suas palavras, suas risadas
Seu papo furado pra tudo que é lado
Seu penteado de lado, sapateado
Seu rebolado pra tudo que é lado

Na-na-na-na-na-na-na-na
I don't want you in my custard pie

Não adianta dizer-me quem eu sou
Não adianta fingir todo esse amor

Não adianta, não adianta, não adianta
Não adianta querer me controlar

Drop down, drop down

Não adianta entrar na contramão
Não adianta ser de escorpião
Pra que tanta volta na parada
Pra que toda essa confusão

Suas palavras, suas risadas
Seu papo furado pra tudo que é lado
Seu penteado de lado, sapateado
Seu rebolado pra tudo que é lado

Na-na-na-na-na-na-na-na
I don't want you in my custard pie

Quem sou eu

Eu sou quem sou,
sou como sou
sou um ser humano
como muitos são
com uma personalidade diferente e quase sempre
com razão.
Percorro caminhos longinquos
aqueles que o destino
me reserva, adorava que
fosse tudo mais fácil para
não ter grande perda.
Confesso-me também
forte por fora na minha
aparência, fraco por dentro,
mas com pacência.
Adorava poder escolher
os caminhos por onde ir,
a vida que poderei levar certa,
perfeita e sem razões para me matar.