Estava precisando fazer uma faxina em mim...
quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
Dia de Faxina
Estava precisando fazer uma faxina em mim...
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
Que teimosia
Que teimosia a nossa acreditar que a solução dos nossos problemas está num lugar qualquer e que existem sempre um motivo, que nunca somos nós, para todas as nossas crises.
Que teimosia a nossa acreditar que um dia quando precisarmos havemos de ter alguém que nos tire dessa dor, que nunca nos vai abandonar e que mesmo antes de nós explodirmos de raiva vai chegar perto de nós e vai ficar até nós não precisarmos mais, mesmo vendo-nos ser a criatura mais fraca deste mundo, mesmo depois de nos ouvir dizer que queremos desistir...
Que teimosia a nossa acreditar na paz que precisamos como sendo um poder que só os outros nos conseguem dar ...
E só mesmo depois de nos sentirmos pequeninos por dentro, depois de as lágrimas pararem de correr e descobrirmos que afinal explodimos sozinhos, que chorarmos e que não tivemos ninguém para nos segurar na mão, que afinal estamos desfeitos com uma dor que não nos larga e sem a certeza que a tempestade já passou e que mais ninguém nos vai conseguir voltar a fazer sentir assim, descobrimos que do outro lado estava alguém disposto a ajudar que nunca soube sequer que um dia dos nossos olhos saíram lágrimas que não fossem de alegria...
Que teimosia a nossa a de acreditar que temos connosco as pessoas certas, quando do que todos nós precisamos é temo-nos a nós mesmos ...
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
O começo do fim
Este começo não é sempre o começo lá no comecinho mesmo, mas um começo que se dá bem depois de começado. É o começo do fim.
O fim, por sua vez, é único, exclusivo. E se separa dos começos pelos meios, ou pelos “entremeios”. Entretanto, o que seriam estes entremeios?
Dependendo do ponto de vista, este entremeio nada pode ser senão mais um começo do fim...
A retomada é um começo, a mudança, a reviravolta, a estratégia nova, até mesmo a apatia. Se a “história” não acabou, se não chegamos a um fim... É ainda começo.
Outro começo, um novo começo, o mesmo começo de sempre...Um recomeço, sempre... O que realmente importa saber é que finis origine dependet (1) é o único saber que importa.
O começo de toda história é diverso e inúmero... É mutante. O que permite à história, e ao fim, um constante refazer-se.
Assim, a re-tomada é, por princípio, um re-começo, isto é, toda história que não tem um fim pronto, determinado, existente, tem vários começos e está em constante re-fazer-se; recomeçando sempre... Até que se chegue ao fim.