quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Assim é a vida !!!


O que passou, passou.
O que não passou, vai passar.
Assim é a vida...

O que virá,
depende basicamente
do que você esta disposto a passar
e sua intenção, ação e direção para tal.
O que se deve permitir ?
O que se deve reprimir ?
Do que se deve desistir ?
Em que se deve persistir ?
O que você se dispõe a passar ?
Qual deve ser o parâmetro disso tudo ?

ATENÇÃO !!!
Isso mesmo, atenção !!!
Sabe por quê ?
Chega um dia que nos cansamos da cegueira ao caminhar,
da ação pela ilusão,
do impulso movido pela "audácia
da ignorância" e do pagar pra ver os próprios blefes.

A vida é para ser vivida...
intensamente
verdadeiramente
Viver a_tenta_mente !!!
Tudo está a nossa volta.
Tudo esta a nossa frente.
Muito depende da gente.
O que passou deve nos impulsionar.
O que ainda vai passar tem de nos motivar.

A vida não é pra olhar... é pra pegar e usar.
E olha que ela é"Mão-Única", não tem devolução e nem reciclagem, pelo menos com o atual casco.

A vida passa...

Se pudéssemos ter consciência de quanto nossa vida é passageira, talvez pensássemos duas vezes antes de jogar fora as oportunidades de felicidade. Para nós e para os outros. No jardim, algumas flores são colhidas cedo demais. Algumas mesmo em botões. Há sementes que nunca brotam, assim como há flores que vivem a vida inteira até que, pétala por pétala, tranqüilas, vividas, se entregam ao vento.

Muitos de nós, cegos pela pressa, pela busca de duvidosos status e pelos tantos “compromissos” não sabem adivinhar a duração da beleza de todas as flores que foram plantadas em nosso redor. E cuidamos mal. Descuidamos de nós e dos outros. Vivemos tristes e preocupados com coisas pequenas. Nos afligimos demais com horários e perdemos tempo, jogamos fora horas e minutos preciosos. Perdemos dia, às vezes anos, quando não a vida toda.

Na maioria das vezes, calamos quando deveríamos falar; falamos demais quando é hora de contemplar o silêncio. Deixamos de dar o beijo, o abraço ou o aperto de mão que tanto nossa alma pede, porque algum orgulho bobo ou um preconceito inócuo impede essa aproximação. Não confessamos amar uma pessoa do mesmo sexo porque “pode pegar mal”. Não declaramos nosso afeto porque imaginamos que o outro conhece nossos sentimentos.

Assim corre o tempo, passa a vida e nós continuamos os mesmos, fechados em nós, circunspectos, arrogantes, embrutecidos. Reclamamos aquilo que nos falta e deixamos de reconhecer e agradecer tudo o que possuímos, sempre achando que temos de menos. De outro lado, compramos, gastamos, consumimos e esbanjamos, sempre comparando nossa vida com a daqueles que julgamos serem mais felizes que nós. E se nos comparássemos com aqueles que têm menos?

Nesses pensamentos pequenos a vida passa. O tempo passa. Passamos pela vida em geral esquecidos de viver. Apenas sobrevivemos. E justamente porque não sabemos fazer coisa melhor... Não aprendemos a tirar da vida o que ela tem de melhor. Um dia, inesperadamente, acordamos, olhamos para trás e constatamos a inutilidade de tudo quanto se fez nesta vida. E perguntamos: E agora? Pode ser tarde demais. Hoje ainda se pode, quem sabe, reconstruir alguma coisa, dar um abraço, perdoar, pedir perdão, agradecer, dizer “eu te amo”.

O ser humano nunca é velho ou jovem demais para amar e ser amado, e assim encontrar um sentido para sua existência. O coração do afeto não tem idade. Não vamos perder tempo olhando para trás. Vamos viver hoje, curtindo o presente com olhos fitos no amanhã. Ainda há tempo de apreciar as flores, colocar os pés no riacho, assistir um pôr-do-sol. Há tempo para nos voltarmos para Deus e para os outros. A vida, ainda que passageira, está em nós. É preciso viver bem pois, só se vive uma vez.

Pior que perder a vida diante da morte é desaproveitá-la no decorrer da existência.

Antônio Mesquita Galvão

Publicado no Recanto das Letras