Deixa-me dizer-te onde teu sonho acaba:
Não é no fim da noite que se esvai,
Nem no luar que se despede e vai,
Nem no partir da mansa madrugada.
Não é no gume de inclemente espada
Que corta o sono quando o dia sai,
Nem na rotina em que tua vida cai
A cada novo brilho de alvorada.
Quando dos olhos já não mais escorre
A lágrima de dor ou de alegria.
É quando sentes oco o coração,
Quando não mais te abala a solidão,
Quando o passado é a tua melodia
Retirado do Livro:
Portas da Razão e dos Sentimentos
Nenhum comentário:
Postar um comentário